Por que Estudar Escalas?

As escalas maiores são uma sequência de notas ascendentes e descendentes, que tem início em uma nota e, final, na repetição desta mesma nota, uma oitava acima. O que define uma escala (a distribuição da sequência das notas), é a disposição de seus intervalos – a distância entre cada uma de suas notas. Assim, por exemplo, uma escala maior é definida pela seguinte estrutura de tons e semitons:

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Portanto, se mantivermos a mesma ordem de tons e semitons, a escala maior poderá ter determinadas notas quando tem início em Dó e, notas diferentes quando tem início em Sol, no entanto, sua estrutura de tons e semitons nunca muda.

Notas da escala de Dó Maior: dó - ré - mi - fá - sol - lá - si - dó

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Notas da escala de Sol Maior: sol - lá - si - dó - ré - mi - fá# - sol

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É importante entender que as escalas maiores sempre usam, necessariamente, sete notas com nomes diferentes, independente dos seus acidentes (# ou b). Portanto, na escala de Sol Maior não seria correto substituir o F# (fá sustenido) por um Gb (sol bemol).

Além das escalas maiores temos diversos outros tipos de escalas musicais como, por exemplo, escalas menores, escalas pentatônicas, escalas bebop, mixolídia, lídia, etc., com cada uma sendo indicada (na maioria dos casos) para um estilo musical especifico.

Fiz um post no Instagram mostrando outros tipos de escala. De uma olhada:

Por exemplo, a escala blues, como o nome sugere é usada para tocar músicas no estilo blues. Já as escalas: bebop, pentatônica e menor harmônica são usadas para tocar jazz e a escala mixolidia para tocar baião (isto não significa que estes estilos musicais usam somente estes tipos de escalas, podem haver outras. E elas também não são exclusivas deles).

Cada tipo de escala possui uma estrutura de tons e semitons diferente. Veja alguns exemplos na tabela abaixo:

Exemplos de escalas

É justamente essa diferenciação na estrutura das escalas que permite que cada uma delas gere um tipo de sonoridade diferente, característica a cada estilo musical. Por exemplo, é o uso da escala mixolídia que faz uma melodia do baião soar diferente de uma melodia impressionista que faz o uso da escala de tons inteiros.

 

Mas não é somente na sonoridade que as escalas influenciam, elas também determinam a estrutura harmônica (os acordes) e tonal (o tom) das músicas. Por exemplo, quando dizemos que uma música está no tom de “Dó Maior” estamos querendo dizer que a melodia deve ser tocada (na grande maioria das vezes), usando as notas da escala de Dó Maior: Dó-Ré-Mi-Fá-Sol-Lá-Si-Dó.

 

E a partir das notas que serão tocadas temos também a definição dos acordes que serão usados. Por exemplo, se você contar intervalos de terça (contar de 3 em 3 notas), a partir de cada nota da escala de Dó Maior, você irá descobrir os acordes gerados por esta escala.

Campo Harmônico de Dó Maior

Sendo assim, podemos ver a importância do estudo das escalas musicais que influenciam e determinam boa parte da estrutura musical, podendo ser comparada ao “esqueleto” de uma musica.

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